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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ciranda, cirandinha



Criança ou adulto em miniatura?
Há dias me surpreendi ao ver uma menina, de uns quatro anos de idade, com trajes que traduziam a insensatez dos adultos responsáveis por ela. Vestia um shortinho colado ao corpo e de tal forma transparente que deixava visualizar a calcinha, de modelo bastante sensual e nada infantil. A blusinha curta deixava à mostra a barriga. No rosto, blush e na boca, batom vermelho. Nos pezinhos, um tamanco com saltinhos que a obrigava caminhar com dificuldade, mas que não a impedia de andar de forma também sensual. Nas mãos, uma bolsa que imita um modelo usado por uma mulher adulta.
Esse fato deixou-me bastante perturbada e comecei a refletir: o que a sociedade atual está fazendo com as nossas crianças?
Se nos reportarmos à Antiguidade, veremos que a infância não era respeitada como tal. Há notícias de que crianças participavam de todas as atividades destinadas aos adultos, inclusive de orgias, e não havia diferença nenhuma no tratamento e cuidados para com elas. Até nas pinturas podemos ver retratada essa questão, quando o artista pintou as crianças com trajes semelhantes aos dos adultos, pois de fato não havia essa especificidade, uma roupa própria para a idade do brincar e do movimento.
Somente a partir do Século XVII é que a criança começa a ser encarada como uma pessoa que ainda não tem discernimento dos seus atos e necessita de um olhar e atitudes diferenciados para a sua condição.
No Século XVIII pensadores como Jean Jacques Rousseau já alardeavam que a criança não é um adulto em miniatura, ou seja, é um sujeito que precisa ser tratado de acordo com suas necessidades em cada uma de suas fases de crescimento.
Hoje, temos notícias de crianças que assistem filmes com cenas de sexo explícito. De crianças, cujos pais deixam revistas pornográficas ao seu alcance, e têm sob os olhos cenas que só poderiam ver na idade adulta. Então me pergunto: há muita diferença da situação de hoje para as daquelas crianças da Antiguidade, que assistiam e até participavam de orgias? O que sente uma criança quando assiste a uma cena de sexo na TV? Ou vê as fotos de um ato sexual numa revista? Lembro-me de uma amiga que, apavorada, veio me confidenciar sobre algo que a filhinha de cinco anos lhe dissera. Sua menina lhe contara que quando via um casal se beijando na novela, sentia uma "dorzinha na xoxota”. O que eu pude lhe dizer é que penso que sua criança está sendo excitada, visualmente, aos cinco anos de idade. Sendo assim, com que idade essa menina vai iniciar um relacionamento sexual? Terá amadurecimento físico e emocional para isso?
Desse modo, creio que a nossa sociedade, que evoluiu de forma espantosa nos últimos tempos, precisa repensar a maneira com que está educando as suas crianças. Será que estamos regredindo nesse aspecto? Como disse Rousseau, a criança não é um adulto em miniatura. Não haveria necessidade de uma médica ortopedista ir à TV dizer que meninas estão ficando com problemas nos ossos e articulações por causa do uso de sapatos de salto, se os pais não agissem como os pais lá da Antiguidade, que não reconheciam a infância de seus filhos. Saltos, maquiagem, roupas sensuais, danças que mais parecem um ritual de acasalamento não são apropriados para crianças. Vamos deixar nossas crianças serem infantis. A vida adulta as espera, com toda a sua complexidade. Elas terão tempo para tudo isso. E, com certeza, sentirão saudade de uma infância que não viveram.
Maria Aparecida Medeiros Diniz
Pedagoga

2 comentários:

  1. Realmente a estrutura familiar está mudando a olhos vistos, com muita rapidez,as crianças já não são mais crianças, já entendem e fazem coisas que nos surpreendem e muitas vezes nos deixam preocupados com o nosso futuro, com essa liberdade prematura que muitos pais concedem aos seus filhos, será comodidade ou falta de responsabilidade mesmo?

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  2. Infelizmente muitas mães se projetam nas filhas chegando mesmo a se vestir e se comportar igual.
    Sociológicamente falando este comportamento vai se perder no tempo como tantos outros e passar para a história, mas, não sem antes causar seus prejuizos!

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